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Joceli Coan

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A cultura do endividamento

A cultura do endividamento

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Percebemos que um grande percentual de pessoas e empresas, possuem características semelhantes na gestão de suas finanças.
A cultura do endividamento.
Profissionais e empresários, que conviveram uma carreira praticamente toda, correndo atrás de dinheiro para pagar seus compromissos. Nas empresas, o proprietário não consegue ter em sua conta corrente recursos disponíveis e logo, faz algum negócio para continuar o caixa zerado e ou mesmo contraindo empréstimos para manutenção do giro de sua empresa.
Alguns financiando carros, moradias, com padrão que não tem como sustentar no longo prazo.
No lado pessoal, a falta continuada de recursos para honrar seus compromissos em dia, não lhes traz nenhum incômodo, mal estar e muito menos, fica estressado. Estes profissionais, empresários, normalmente estão tão habituados com este cenário de resolver o problema, fazendo questão que continue assim, por sentir-se muito útil na empresa e na vida pessoal.
Cenário oposto, possivelmente se sentirá pouco produtivo, como inoperante. A adrenalina de viver sempre correndo atrás de recursos, os fazem muito importante e toda empresa fica com expectativas no que possa acontecer nos próximos cenários.
A maior alegria é quando consegue cumprir os compromissos, tanto no pessoal, como da empresa. Pouco se preocupam a origem dos recursos: próprio e ou de terceiros. O que importa é o pagamento em dia, independentemente do custo.
Possui uma visão de curto prazo, trabalhando no dia a dia, com intensidade. A preocupação do cenário futuro pouco ou quase nada é levado em consideração. O grande agito o deixa em estado de êxtase e o faz muito bem. Sentem-se úteis e importantes no processo gerencial da empresa.
Não faz questão de organizar os processos de maneira eficiente, pelo fato de reduzir seus afazes operacionais, diminuindo a intensidade de suas ações. Sente-se desprestigiado por ter passado grande parte de sua vida profissional agitado, sem conhecer o outro lado de um processo organizado e de visão do longo prazo.
Normalmente a equipe sente-se fora do contexto e os profissionais com melhor intelectualidade tem dificuldade de vivência no longo prazo com um líder nesta característica. Procuram outros caminhos.
Os empresários, nestes cenários são materialistas, individualistas e gostam de ser bajulados. Tem dificuldades de acreditar nas pessoas e somente a convivência no longo prazo é que lhes dará certo conforto. A gestão fica em cima de pessoas e muito pouco observa os processos, por ser de certa forma um tanto confuso, por estar desorganizado.
Tanto os empresários como os profissionais, com estas características , tem dificuldades de ficar pensando por algum tempo, ócio criativo, sem atender telefone, conversar sobre problemas operacionais., haja visto que sempre foram reativos.
Em projetos de longo prazo, mudanças de processos, possuem algumas dificuldades de entendimento.
A mudança de atitudes e comportamento nestes empresários e profissionais são de difícil solução. Deve ser gradativa, orientação voltada ao seu interior, demonstrando o lado bom para si e a todos os sua volta. Usar a matemática e a estatística como ferramenta demonstrando a evolução do cenário em questão.
Mostrar que o volume de envolvimento profissional, agitado, pode ser inversamente proporcional ao resultado. O inverso pode ser verdadeiro: Os estudos provam isto.
Como estou agindo na gestão dos recursos da empresa e na vida profissional?
Tenho conhecimento dos limites e possibilidades?
Já tentou organizar-se vendo o outro lado: da tranquilidade operacional, tendo uma visão mais de longo prazo?
Vamos em frente... sempre...


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